Petcakes garante a festa de aniversário dos ‘amiguinhos’ de quatro patas. Empresária garante que eventos não pararam apesar da crise
Quem desenvolve os comportamentos empreendedores está mais preparado para atravessar os obstáculos do dia a dia e ainda tem habilidade para como diz o ditado “fazer de um limão, uma limonada”. Um exemplo disto é Thaianny Davim. Ela tem uma empresa que vende bolos e quitutes para cães e gatos. Produtos de todos os tamanhos, decorados e para quem quer convidar os amigos, existem os combos, que incluem brigadeiros e cupcakes.
A empresária está sempre em busca de novas oportunidades e não tem medo de “meter a cara” para diversificar. Os clientes da Petcakes, que estão concentrados nas classes A e B, sempre encontram algo novo, diferente e por isto, sempre voltam. “Meu negócio não teve impacto com a crise. Eu acredito que um dos motivos é o fato da empresa ser a única no estado. Também levo em consideração na analise o público consumidor. Eles não vão deixar de fazer o investimento no amiguinho de quatro patas”.
Thaianny começou a fazer comida para cachorro no ano passado. O primeiro bolo foi para o cãozinho dela e na ocasião, um foto foi publicada nas redes sociais e causou o maior reboliço. “As pessoas começaram a perguntar se eu vendia. Vi que era uma oportunidade, porém tinha receio de investir e não ter a aceitação do mercado”.
Antes de oferecer o produto nas redes sociais, que até hoje é o canal mais importante de venda, a jovem calculou quanto gastava para fazer cada unidade e ainda pesquisou o preço cobrado pelas empresas dos grandes centros que atuam no segmento.
Depois explorou o conhecimento de amigas veterinárias e fez cursos sobre alimentação natural para cães e gatos. Desta forma, elencou os produtos que poderia utilizar nas receitas. Atualmente, a Petcakes atende uma média de seis eventos por dia.
Em julho, a estudante de Economia e empreendedora começou a vender e foi aconselhada por um professor a buscar orientação no Sebrae. Na ocasião, ele falou do Empretec, uma metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU), que no Brasil e aplicada apenas pelo Sebrae, e atua no desenvolvimento dos comportamentos empreendedores.
Thaianny participou de uma turma e assim que concluiu a capacitação, formalizou a empresa e definiu novas metas. Entre elas está a venda de marmitas para animais de estimação.
Ninete Maria Pereira, analista do Sebrae-MT, explica que o Empretec identifica os comportamentos empreendedores dos participantes e por meio de atividades vivenciais, eles descobrem quais caraterísticas estão mais desenvolvidas e quais precisa trabalhar.
Na opinião dela, o principal benefício do Empretec é o autoconhecimento, que permite ao empreendedor ter domínio dos seus pontos fortes e fracos. Assim, consegue tomar decisões mais assertivas e ainda investir nas capacitações que supram as carências.
Dentre os comportamentos empreendedores, os participantes costumam apontar o planejamento, o monitoramento de resultados e o estabelecimento de metas como mais deficientes. “Isto tá muito relacionado com questões culturais, mas o empresário que consegue dominar estes quesitos tem tudo para dar certo”.
